Sex

18

Out

2013

Você Sabia que os negros foram à América antes do Colombo?


A origem africana das civilizações da América antiga

Dr. Ivan Van Sertima - CLIQUE PARA AMPLIAR
Dr. Ivan Van Sertima

Foi em 1976 que o Dr. Ivan Van Sertima (1939-2009), Historiador britânico de origem afro-guianense, publicou o seu livro "Eles vieram antes de Colombo: A presença africana na América antiga", que demonstra que são os Negros do Egito e do Sudão quem trouxeram a civilização para a América antes da chegada dos europeus.

 


Este artigo é dedicado a este grande africano, um homem à quem o mundo afro-descendente deve imensamente a propósito da restauração do seu passado.

 

Apesar dos insultos, nunca lhe puseram argumentos científicos contraditórios credíveis. E ele também nunca abandonou esta verdade científica fazendo conferências durante toda sua vida para divulgar esta proeza do mundo negro-africano.

Livro: "África e a Descoberta da América" de Leo Wiener
Leo Wiener: "África e a Descoberta da América"

Van Sertima não foi o primeiro a demonstrar que os negros-africanos estavam a América antes de Cristóvão Colombo. O historiador norte-americano Leo Wiener tinha dito isso no seu livro "África e a Descoberta da América", mas de maneira ideológica Wiener disse que os negros tinham sido levados para a América pelos brancos, árabes, apesar de estiver nenhum traço que prova isso. Foi verdadeiramente Van Sertima, que irá colocar as coisas em seu contexto com toda objetividade científica e demonstrar que esses negro-africanos não tinham chegado na América como escravos, mas sim como mestres, como civilizadores.

 

Van Sertima serviu-se dos escritos do Cristóvão Colombo que, ele próprio, tinha demonstrado que os africanos estavam a América antes dele.

 

Cristóvão Colombo
Cristóvão Colombo

Os indianos de Haiti diziam à Colombo que os negros vinham em grandes embarcações para fazer o comércio de lanças metálicas. C. Colombo enviará as amostras destas lanças na Espanha, onde metalurgistas determinarão que tinham o mesmo rácio de ouro, de prata, de cobre que as que foram fabricadas na Guiné.

 

Os portugueses, que estavam em contacto com a África, também relataram à C. Colombo que eles sabiam que os africanos de Cabo Verde iam para a América em grandes barcos. Além disso, naquela época as análises do algodão colhido ao Cabo-Verde mostrava que vinha das Caraíbas e da América do Sul.

 

Sabemos hoje, conforme relatou o Cheikh Anta Diop em seu livro “Civilização ou Barbarismo”, que o tabaco foi encontrado no aparelho digestivo de Ramessu Maryimana (nome africano do Ramsés II). O tabaco sendo uma planta indígena da América, podemos então afirmar que os contactos entre a África e a América datam pelo menos de -1300 aC. e que prosseguiram-se até à destruição da África pelo tráfico europeu de escravos.

Imperador Taharqa, © National Geographic - CLIQUE PARA AMPLIAR
Taharqa, o último grande imperador do Egito e Sudão © National Geographic

Foi num contexto de guerra e de instabilidade mundial que durou 200 anos que os egípcio-núbios, maioritariamente militares, desembarcam em Mesoamérica (América central). Asiáticos e africanos enfrentaram-se naquela época. Os egípcios faziam o comércio até Havai e hoje sabe-se com certeza que iam até na Austrália. Os negros na Fenícia (Líbano, Síria e Israel-Palestina) efetuavam 50% de atividades de importação e exportação para os seus irmãos egípcios. Os Asiáticos (Brancos sírios para a maior parte) bloqueavam as vias de navegação para o mar vermelho e o Oceano Índico durante a guerra. O general sudanês Taharqa, futuro faraó do Egito e do Sudão, distinguiu-se brilhantemente durante este conflito. Taharqa salvou principalmente os judeus-sírios em – 701 aC.

Primeira cabeça colossal de Olmecas descoberta.
Primeira cabeça colossal de Olmecas descoberta, é negroide sem dúvida possível.

O leste Mediterrâneo sendo bloqueado, os africanos tinham de ir para o oeste para continuar suas atividades. Chegando para o Senegal, eles foram levados pelos correntes oceânicas, que são rios sobre o Oceano Atlântico. 3 das correntes marinhas levam diretamente para as Caraíbas, a América do Sul e o Golfo do México. Foi através destes mesmos canais, de acordo com o historiador africano-americano David Imhotep, que os africanos foram povoar a América em tempos primordiais, há 60.000 anos atrás. Os egípcio-núbios, por conseguinte, instalaram-se na América a - 800 aC, trazendo a civilização, longe da ideia de empreender uma obra de exterminação, como foi caso dos europeus.

 

Foi em 1858 que é descoberta a primeira cabeça colossal na América Central. Esta cabeça em pedra de basalto pesa 10 toneladas. Nariz esmagado, lábios grossos, rosto curto, trata-se sem contestação possível de uma cabeça de Negroide.

Logo em 1939, o instituto Smithonian descobre ao Venta 4 outras cabeças colossais, toda negroides igualmente. Estas cabeças levam capacetes militares à prolongamento sobre os lados, bem como os capacetes militares egípcios. Desde então, as cabeças colossais são descobertas em vários locais da América central e a fixação de datas é conforme com a migração egípcio-núbia.

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Esta civilização negróide, mãe das civilizações da América, é nomeado Olmecas.

A Estela de Davenport (EUA), que incorpora o hino a Aton.
A Estela de Davenport (EUA), que incorpora o hino a Aton.

Diante dessas provas irrefutáveis contra os argumentos mais ridículos que são avançados, às vezes por parte dos ilustres da arqueologia e da história. Para negar o carácter negroide das cabeças colossais de Olmecas, eles dizem:

1. Trata-se de rostos de bebé, é por isso que os narizes são planos e os lábios grossos.

2. Os lábios grossos são uma imitação das características do jaguar, tendo em conta que o jaguar era importante nos rituais da América Central.

3. As cabeças foram esculpidas nos topos das montanhas e é caindo que seus narizes ficavam achatados.

4. As ferramentas para realizar as esculturas não eram afiados bastante, é por isso que os traços não são finos.

Pirâmide de Tehutihuacan. - CLIQUE PARA AMPLIAR
Pirâmide de Tehutihuacan, com a mesma estrutura que as de planalto de Gizé.

A análise da escrita das civilizações americanas que datam de -800 aC mostra uma extrema semelhança com a escrita egípcia. O material utilizado para fazer papel é também o mesmo. É descoberto no estado de Iowa, EUA, um hino à Aton, forma divina venerado pelo faraó egípcio Akhenaton. Os ritos fúnebres são os mesmos como mostram as análises efectuadas no local de Monte Albán. A análise dos esqueletos mostram que a população negróide era de 4.5 no Monte Albán.

 

De repente na história da América, os Ameríndios põem-se a esculpir cabeças colossais e a erigir monumentos como não os faziam antes, e sobretudo, começam a erigir pirâmides ao contacto com os africanos.

 

Peter Tompkins, autor de “Mistérios das pirâmides mexicanas”, mostra que a grande pirâmide de Tehutihuacan e as pirâmides egípcias do planalto de Gizé têm a mesma estrutura. De repente na história da América, os Ameríndios começaram, como na África, para levantar 50 toneladas de blocos de pedra e empilhá-los de cimeiras para construir as pirâmides, que, como em África, serviu de templos, túmulos, [bibliotecas, museus e mais]. O Instituto Nacional de Arqueologia mexicano confirma que a pirâmide mais antiga da América tem 2.700 anos de idade, o que corresponde a um século após a instalação dos egípcio-núbios. Está suficientemente demonstrado que são os negros africanos, que trouxeram a civilização na América. Todas as outras civilizações que se seguiram, seja os maias, os astecas, os Incas, etc... são filhas do contributo egípcio-núbio. As imagens a seguir são dessas civilizações da América.

 

A outra coisa que é necessário saber, é que os famosos Maias eram negros. E representaram-se eles próprios com esta cor. Veja por si-mesmo:

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Agora a pergunta que pode surgir vendo os Maias com a pele negra e o cabelo frisado, é de saber se tratasse-se de africanos ou ameríndios. Na verdade, graças aos trabalhos do historiador africano-americano David Imhotep, as duas hipóteses podem ser avançadas. Mesmo os ocidentais já não negam mais que a primeira população a povoar a América era negra. Mesmo se procuram desesperadamente fazê-lo vir da Austrália, da Rússia, e não de África. Os primeiros americanos sendo negros, os Asiáticos entraram na América pela Rússia a volta de -3000 e as duas raças fundiram-se para dar os Ameríndios.

Reconstituição de Luzia, © Fundação Bradshaw - CLIQUE PARA AMPLIAR
Reconstituição de Luzia, primeiro habitante da América encontrado ao Brasil ©Fundação Bradshaw

As dinastias governantes Maias seriam por provavelmente autêntica ameríndios à predominância negroides, ou seja, os Maias seria descendentes de egípcio-núbios.

 

Seja como for, pode-se apenas saudar, inclinar-se, sentir-se orgulhoso das proezas dos negro-africanos no mundo. Qual prestigiosa contribuição para humanidade!

 

Hotep!

 
Fontes: African History-Histoire Africaine
Tradução: Arcanjo M. Ndualu, historiasocultas.com
Documentação:
- Civilisation ou Barbarie, Cheikh Anta Diop, page 92 (Françês).
- La présence africaine en Australie ancienne, par African History-Histoire Africaine
- Les premiers américains étaient africains, David Imhotep
 - Huffington Post
- Arquivo "Lepost"-2010, Decouverte de la plus vieille pyramide d'amerique centrale
 
 

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Comentários: 1

  • #1

    carlos (sexta, 20 junho 2014 21:05)

    isso porque sem contar as civilizações da India antiga e da polinesia,

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